O verdadeiro desafio que temos diante de nós, não está na tecnologia, mas no uso que faremos dela.
Peter Drucker
Há relativamente pouco tempo as bibliotecas tinham recursos documentais organizados em que o livro predominava, hoje em dia já se encontram modernizadas e adaptadas às novas exigências que a revolução tecnológica, nomeadamente a Internet, introduziu a partir de 2004, no acesso à informação.
Sendo a biblioteca escolar uma estrutura transversal à escola, desempenha uma função de importância efetiva na formação de leitores e “pensadores críticos”, capazes de utilizar a informação em diferentes “suportes e meios de comunicação”, apoiando o desenvolvimento de competências para a aprendizagem ao longo da vida.
Atualmente, a biblioteca escolar é utilizada por alunos que pertencem à geração do facebook, dos blogues, dos wikis... que requisitam mais o computador do que qualquer outro suporte. São leitores/autores, autores/leitores que interagem com outros utilizadores de qualquer parte do mundo.
À biblioteca coloca-se o desafio da atualização para se tornar uma biblioteca de excelência, pois tal como refere Schweitzer, “as tecnologias devem ser vistas como aliadas nos serviços bibliotecários.”
Por seu lado, cabe ao professor bibliotecário, não só auxiliar na compreensão da tecnologia mas também testá-la para que da sua utilização resultem alguns benefícios.
O plano de ação da biblioteca deve privilegiar políticas e serviços conducentes à participação efetiva da comunidade de utilizadores na criação de conteúdos.
A biblioteca escolar terá que ter presente a interação, a colaboração e a participação do utilizador nos serviços de informação online, dado que este se torna um sujeito ativo na criação, seleção e troca de conteúdos. Por conseguinte, deverá haver um enfoque na relação cooperativa entre utilizador e bibliotecário.
Sabendo que o trabalho colaborativo entre os professores e professores bibliotecários leva os alunos a alcançar bons níveis de literacias (leitura, aprendizagem, resolução de problemas e competências no domínio das tecnologias de informação e comunicação), seria de continuar a desenvolver novas atividades que englobassem, por exemplo, a criação de comunidades temáticas, o alargamento da coleção a formatos online (de sites seguros, relevantes e de qualidade), sobre temas consensuais de acordo com os currículos.
Devemos ter sempre presente que para que a biblioteca desempenhe o seu papel é imprescindível que a escola “aceite” esta causa, consignando-a nos Projetos Educativo, Curricular de Agrupamento e Planos de Trabalho das Turmas. A escola deve estar em sintonia com a biblioteca escolar, a partilha e a colaboração entre docentes e professores bibliotecários são o caminho certo para que se possam atingir os objetivos.
Por conseguinte, o professor bibliotecário e a sua equipa têm de ser proativos, empenhados, dialogantes, abertos à inovação e às novas tecnologias e também muito, mas muito conscientes de que são necessários recursos, tempo, esforço e muita paciência.

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